É um mamífero marinho da ordem dos cetáceos habitante dos mares de todo o mundo.

o Família dos Balenopterídeos;
o Ordem dos Cetáceos;
o Subordem dos Misticetos;
o Nome científico: Megaptera novaeangliae






terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Sedação química salva baleia enroscada em cordas no oceano

Pela segunda vez cientistas obtêm sucesso com o uso de sedativo para ajudar a cortar cordas enroladas nas nadadeiras e na boca de uma baleia presa ao norte do oceano atlântico.
A sedação química causa menos estresse no mamífero e reduz o tempo gasto em operações de desentranhamento com corda.
A jovem baleia fêmea, nascida na temporada de 2008-2009 e de aproximadamente 9 metros foi observada presa no dia de Natal por uma equipe de rastreamento aéreo. No dia 30 de dezembro, 45 metros de corda foram retirados mas ainda havia muita corda a ser solta.

Segundo informações do jornal Science Daily, o animal continuou a ser rastreado via satélite para verificar se o restante da corda seria expulsa naturalmente, mas não foi o que ocorreu.
Sedar baleias no mar não é tarefa fácil e este tipo de intervenção ainda está nos seus primórdios. Mas a operação colocou em praticas novas tecnologias como a etiqueta de monitoramento que além de rastrear mandou dados de seu comportamento antes, durante e após a sedação.

Após ser solta das cordas, os pesquisadores administraram uma dose de antibióticos para tratar de suas feridas bem como drogas para reverter a sedação.

Fonte: Reportagem de Helena Terra,  da Agência de Notícias de Direitos Animais - ANDA,  em 24.01.2011

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Ameaça às Baleias: a caça e a ganância


A caça às baleias não ameaça apenas as baleias. Ao mesmo tempo em que as baleias começaram a ser protegidas, há não mais que meio século, o homem aumentou dramaticamente seu impacto nos oceanos. As ameaças ao habitat natural das baleias incluem o aquecimento global, a poluição, pesca predatória, o buraco na camada de ozônio, encalhes como os produzidos por sistemas de defesa com sonar e trombadas com navios. A pesca industrial ameaça o suprimento de comida das baleias e também as coloca em risco de se prenderem em redes de pesca.

Se você está pensando em comer baleia, deveria pensar de novo. Pois a gordura de baleias mortas em algumas áreas está tão contaminada com organoclorados, óleo PCB e pesticidas que é considerada lixo tóxico. Organoclorados causam grande impacto na natureza devido a três características básicas: persistência ambiental, bioacumulação e alta toxicidade. São conhecidos por retardar o desenvolvimento infantil e afetar a reprodução humana.

Apesar dessas ameaças acumuladas, um número cada vez maior de nações que participam do IWC - Comissão Internacional de Caça à Baleia (International Whaling Commission) está votando pela volta imediata da caça comercial à baleia.
Esses países foram todos recrutados para entrar na IWC e votar de acordo com o que é conhecido como “programa de voto consolidado”, estabelecido pela Agência Pesqueira do Japão (FAJ).

Atualmente, Noruega e Islândia são os únicos países do mundo onde a caça comercial às baleias é oficialmente permitida. No Japão, a caça é permitida apenas para fins científicos (o que nem sempre corresponde à verdade).

Fonte: http://oceans.greenpeace.org/pt/nossos_oceanos/baleias

Alerta! O Oceano e as espécies marinhas afetados pelo Aquecimento Global

De forma preocupante cientistas advertem que o oceano e seus habitantes serão irreversivelmente afetados pelo impacto do aquecimento global e as mudanças climáticas; visto que o aquecimento global, ao subir as temperaturas dos mares, irá elevar os níveis das águas e mudar as correntes oceânicas.
Um aumento médio global dos mares de 9 a 88 centímetros é esperado nos próximos 100 anos, graças aos gases de efeito estufa que já emitimos e provavelmente ainda emitiremos. Isso acontecerá mais ou menos na mesma medida que o derretimento do gelo e a expansão termal dos oceanos (a água se expande quando aquecida).
Os aumentos de temperatura causam impacto em toda a cadeia alimentar marinha. O fitoplâncton, por exemplo, que alimenta pequenos crustáceos incluindo o krill, cresce sob o gelo do mar. Uma redução no gelo do mar implica em diminuição de krill – que, por sua vez, alimenta muitas espécies de baleias, incluindo a jubarte.

Baleias e golfinhos encalham em temperaturas altas. As grandes baleias também podem perder sua área de alimentação, o oceano ao redor da Antártica, por causa do derretimento e do colapso dos mantos de gelo.

Espécies inteiras de animais marinhos e peixes estão diretamente sob risco graças ao aumento de temperatura – elas simplesmente não conseguem sobreviver em águas mais quentes. Algumas populações de pingüins, por exemplo, diminuíram em 33% em partes da Antártica, por causa do declínio do habitat.

Uma ocorrência cada vez maior de doenças em animais marinhos também está ligada ao aumento de temperatura dos oceanos.

Fonte: http://oceans.greenpeace.org/pt/nossos_oceanos/mudancas_climaticas

Assistam o vídeo:

http://www.greenpeace.org.br/oceanos/videos/breathe/flvplayer.html

sábado, 25 de dezembro de 2010

As ameaças as Jubarte e algumas ações para a sua conservação.

A Poluição e a Degradação do Ambiente Marinho
 

A poluição dos oceanos pode causar vários danos que atingem as baleias direta e indiretamente, afeta a fotossíntese e causa a mortalidade do plâncton, tendo, portanto aqui também impacto direto sobre a base da cadeia alimentar dos oceanos, além de causar diversos danos à saúde dos vertebrados. Em cetáceos, tais compostos sofrem bioacumulação, através da concentração sucessiva na cadeia alimentar, e esta acumulação amplia-se geralmente com a idade até pelo menos a maturidade sexual.
As baleias possuem características que as tornam particularmente vulneráveis a esses efeitos: acumulam energia em  camadas de gordura. O leite  é também muito rico em gordura protegendo assim  o filhote, justamente durante períodos críticos de desenvolvimento de seus sistemas endócrino, nervoso e imunológico.  (Instituto Baleia Jubarte, 2003).
Note-se que o Comitê Científico da Comissão Internacional da Baleia, ao revisar em 1995 os efeitos de poluentes sobre cetáceos, chamou na oportunidade a atenção para o fato de que as espécies mais ameaçadas pela contaminação ambiental podem ser aquelas já muito reduzidas em número, como é o caso efetivo da baleia jubarte (Instituto Baleia Jubarte, 2003).
A região da Antártida cumpre importante papel no ciclo biológico da baleia jubarte, por concentrar as reservas alimentares que as atraem durante o período de verão. Em anos recentes, tem chamado a atenção dos pesquisadores o aumento, do chamado “buraco de ozônio” na região Antártica, que resulta na penetração da atmosfera terrestre por um volume perigosamente alto de raios ultravioleta (UV-A e UV-B, que contribuem respectivamente para a inibição da fotossíntese por diatomáceas e dinoflagelados, e para a supressão de fotossíntese próxima a superfície da ordem de até 15%). Dados oceanográficos indicam, portanto, que alterações na radiação espectral no meio aquático implicam em mudanças notáveis em processos básicos como a fotossíntese, tendo como conseqüência a ruptura dos ciclos do fito e zooplâncton, e, portanto, a alteração de toda a cadeia ecológica dos oceanos, a ponto de existirem previsões de decréscimo da produção primária da região de até 5%, o que representa uma cifra calamitosa (Projeto Baleia Franca, 2003).
A redução do ozônio sobre a região antártica, entretanto, é apenas um componente de um problema muito maior e que vem se evidenciando de maneira cada vez mais cabal, e que é a alteração do clima em função de ações externas relacionadas à atividade industrial. As mudanças climáticas induzidas pela ação humana podem vir a resultar em impactos dramáticos nos sistemas oceânicos, incluindo mudanças na biodiversidade marinha, podendo ocasionar eventos de extinção local ou mesmo global.
O Comitê Científico da Comissão Internacional da Baleia analisou em 1995 um estudo que resumia uma série de fatores e efeitos de alteração ambiental, atuantes no hemisfério sul e particularmente nos mares antárticos, capazes de afetar direta ou indiretamente os cetáceos; o sumário abaixo é extraído deste trabalho, cujos autores alertam para o fato de que os efeitos apontados tendem a ser detectados tarde demais para a adoção de medidas eficazes de gestão. Análises recentes identificam cinco fatores básicos além das alterações na produtividade do fitoplâncton que devem ser consideradas ao verificar os possíveis efeitos das mudanças climáticas para as baleias:
a) o ritmo acelerado das alterações externas do clima parece estar fora da experiência evolutiva dos cetáceos atualmente existentes;
b) muitas espécies de baleias possuem ciclos de vida complexos, especialmente aquelas que - como baleia jubarte - empreendem longas migrações latitudinais sazonais e, portanto aparentam ser dependente de recursos determinados em regiões singulares às quais acorrem;
c) muitas espécies de baleias, como a baleia jubarte, já se encontram em níveis populacionais extremamente reduzidos; e
d) diversas espécies e populações já se encontram sob o impacto de múltiplas outras perturbações de origem externa (Instituto Baleia Jubarte, 2003).
A gravidade da ameaça é confirmada por eventos recentes em que espécies dependentes de krill (Euphasia superba) um dos mais importantes itens na dieta de muitos grandes cetáceos, estão experimentando mortalidades sem precedentes nas colônias reprodutivas, aparentemente por alterações profundas na distribuição espacial de krill causada por correntes não usuais (Projeto Baleia Franca, 2003).
3.5- Encalhes
Uma outra ameaça às baleias jubarte é o encalhe. As baleias encalham sozinhas ou em grupos nas praias, podendo estar vivas ou mortas. Nos encalhes individuais, elas freqüentemente encontram-se feridas ou estressadas. Uma vez encalhado, o animal emite sons indicativos de seu sofrimento, que são ouvidos pelos outros membros do grupo, que então buscam aproximar-se do animal ferido ou doente, e na ânsia de acompanhá-lo acabam encalhando. No encalhe em massa, geralmente os animais encalham vivos, e mesmo quando são levados de volta ao mar tendem a retornar insistentemente para a praia. O encalhe em massa pode resultar de más condições de tempo, doenças ou mau funcionamento do sistema de ecolocação, relevo suave da costa, ataques de predadores entre outros (Pinedo et al., 1992).
O encalhe de mamíferos marinhos é um fato de valor científico imenso, que pode indicar inclusive a confirmação de espécies de ocorrência possível na costa ou indicar novas áreas de destruição das espécies que aqui ocorrem. Em caso de espécies raras, o estudo de animais encalhados muitas vezes é a única maneira de ampliar o conhecimento sobre elas. Para cada animal morto, ou que venha morrer após o encalhe, toda informação e material que puder ser coletado será uma valiosa contribuição para o conhecimento da espécie. Estas são as grandes vantagens de encalhes de cetáceos, mas por outro lado tem-se as desvantagens também, geralmente quando grandes cetáceos com a baleia jubarte encalha viva, são poucas as chances de que estes voltem ao mar vivos, a maioria acabam morrendo na praia, principalmente quando os encalhes são em massa o que torna ainda mais difícil o resgate. No litoral brasileiro o resgate de mamíferos marinhos de grande porte é lento e inadequado. Não há incentivo financeiro para este tipo de ação pelo governo, e o que é feito para melhorar o tipo de resgate fica por contas de ONG’s (Palazzo e Palazzo, 1989).


Fonte: 
http://www.monografias.brasilescola.com/biologia/as-ameacas-as-baleias-jubarte-acoes-visando-sua-conservacao.htm

Assista o Canto das Baleias Jubarte